"Eu sou aquela mesma que sempre fui, mas nem sempre tive coragem de ser. Sou alma que caminha devagar, seguindo minha reta com passos lentos atrás de um abrigo para fazer moradia de mim. Sou causa, sou problema, sou solução em uma só. E na mesma hora que quero, já deixei de querer. Não peço ajuda, quando na verdade tudo que quero é um ombro para chorar; nem quero ouvidos, quando tudo que quero é falar. Quebro pratos por ser desastrada com as coisas, quebro corações por ser desastrada com as palavras e não saber a hora de calá-las. Não tenho medo de me ser demais, não tenho ânsia em continuar assim, ainda que seja errada, repleta de complicações e totalmente imprevisível. Me sou demais, e assim vou em frente. O único medo que possuo, no final das contas, é de deixar de ser."

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