Não há ninguém nessa vida que se acostume com a dor.
A dor da perda, a dor do amor, a dor do fracasso,a dor da rejeição, a dor da doença.
Há, sim, quem saiba lidar com ela, quem aprende a tê-la comocompanheira e que no momento certo ou pelo menos
num tempo suportável a consegue controlar.
Há quem não suporte uma dor de dente; Há quem diga que a dor de uma pedra no rim se assemelha a dor do parto!…
hummmm,acho que não!
De qualquer forma, a dor nos afasta da vida, acaba aos poucos com nossa força vital e nos enfraquece pouco a pouco, nos levando a medidas muitas vezes incompreendidas por quem nos observa.
O prazer por outro lado nos rejuvenesce, nos recupera, nos faz ter uma vida mais longa e mais bem aproveitada. Não acredito que a ausência do sofrimento nos faça viver mais, mas que a forma como saímos dele determina o tempo e a qualidade de vida que temos no decorrer de nossa história.
Se saímos inteiros, de pé e transformados, nos fortalecemos e nos tornamos pessoas ainda melhores. Se saimos despedaçados, aí sim, somos atraídos para a morte, essa que vem “devagar e sempre”.
Que trágico não é? Não. Real. Enfrentar a vida e o que com ela vem nos faz dominá-la até certo ponto.
Deus, somente Deus sabe o futuro; mas a repetição dos acontecimentos nos faz, pelo menos, encontrar frestas de força e superação. Força arrecadada em sofrimentos passados. Essas experiências nos guiam na direção de que podemos vencer mais uma vez.